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Impermeabilização

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O QUE É: Impermeabilizar é proteger uma estrutura contra os efeitos da umidade. Isso se faz com produtos que impedem a passagem da água através das lajes e paredes – os chamados impermeabilizantes –e outros acessórios para arrematar a vedação, caso do selante aplicado ao redor de janelas. E não se pode descuidar de nenhum detalhe ao montar estratégia contra a umidade. “Se o piso de um banheiro estiver muito bem instalado e impermeabilizado, mas houver falhas na colocação do ralo, ocorrerá infiltração ”, ensina Jefferson Gabriolli, coordenador do Programa Brasileiro de Impermeabilização.

 

COMO FUNCIONA: Segundo a norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que rege a seleção e projeto da impermeabilização (NBR 9575/2003), há duas maneiras de barrar a entrada da água. Uma é com os chamados sistemas rígidos – em que a massa usada como reboco recebe polímeros, cristalizantes ou hidrofugantes e, dessa forma, evita que a água se infiltre nos poros do concreto. A outra, dos sistemas flexíveis, compõe-se de mantas (as famosas mantas negras de asfalto, que vêm prontas de fábrica) ou membranas moldadas na obra – ambas contam com asfalto em sua composição e formam uma camada sobre a superfície a ser protegida.

BONS MOTIVOS PARA IMPERMEABILIZAR: Além dos problemas com segurança das estruturas – já imaginou se a armação da laje enferruja? – os desgastes provocados pela água trazem chateações como goteiras que atormentam nos dias de chuva e a necessidade de constantes reformas e novas pinturas para aquela parede que vive manchada ou fofa. Outra razão para manter a umidade bem longe é a saúde dos moradores, ou seja, alergias são manifestadas a partir do crescimento de fungos decorrentes da umidade. O ideal é incluir esse item na fase de projeto.Se você não fez isso e está sentindo os primeiros ataques da umidade, apresse-se. Os estudos nos mostram, que sanar o problema custa 15 vezes mais que preveni-lo.

UMIDADE SEM LEI

É preciso conhecer o inimigo antes de travar a batalha. O que significa, nesse caso, saber de onde ele vem antes de corroer as estruturas, provocar manchas de bolor e goteiras. Há quatro caminhos básicos:

 

 

1.UMIDADE DO SOLO. Ela é natural da terra.Absorvida pelo concreto da fundação, sobe e causa prejuízos como descolamento do piso ou bolor em rodapés.

 

 

 

 

 

 

 

2.ÁGUA DE PERCOLAÇÃO. Geralmente é a chuva que cai e escorre (ou seja, não exerce pressão sobre a superfície). Provoca, por exemplo, infiltração na laje da varanda.

 

 

 

 

 

 

3.CONDENSAÇÃO. Sabe o vapor que fica no banheiro depois de uma chuveirada e deixa a superfície dos azulejos úmida? Eis o culpado pelo bolor no forro.

 

 

 

 

 

 

4.ÁGUA SOB PRESSÃO. Ela aplica certa força sobre a laje ou a parede. Em piscinas, é chamada de água sob pressão positiva pois empurra a camada protetora de dentro para fora e, se encontrar falha, gera vazamento. Há também a água sob pressão negativa, que vem da terra e provoca bolor em paredes no subsolo.



 

TIRA-DÚVIDASComo classificar a umidade que passa do piso do andar de cima para o teto do andar de baixo em apartamentos ou sobrados?

“Essa umidade, geralmente causada por vazamento, encaixa-se no item água de percolação, segundo a norma ”, explica o engenheiro civil e perito Richard Robert Springer, de São Paulo.

Ao comprar o apê.

Confira no memorial descritivo do apartamento o tipo de impermeabilização utilizado nas áreas molhadas – banheiros, cozinha e área de serviço. Se seu imóvel estiver no último andar, investigue também a proteção dada à laje de cobertura. Essas garantias costumam encarecer o bem, mas podem poupá-lo de futuras dores de cabeça.

  1. Alicerce, parede, piso e muro de arrimo.

PRODUTOS QUE VÃO PROTEGER SUA CASA

Podemos optar por dois tipos de sistemas: os sistemas rígidos e os flexíveis. São dois grupos de produtos e os nomes já indicam como é seu funcionamento. Os primeiros atendem a superfícies que não sofrem movimentação causada pela variação de temperatura ou acomodação das estruturas – piscinas enterradas, por exemplo. “Os produtos desse grupo possuem cimento na composição ”, explica o pesquisador Rubens Vieira, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).

SISTEMA RÍGIDO


HIDROFUGANTEEste líquido confere à argamassa normal a propriedade de repelir a água .Trata-se de um mecanismo químico que impede as gotas de ficarem pequenas o suficiente para penetrar nos poros do concreto.

 

CRISTALIZANTEDepois de misturar um componente adesivo e um cimentício, a massa ganha consistência de pasta e é aplicada sobre a superfície úmida. Essa umidade forma cristais que,secos,bloqueiam a passagem da água.

 

 

ARGAMASSA POLIMÉRICAÉ do tipo bicomponente: um composto de cimento e uma emulsão de polímeros. Este último ingrediente gera resistência e até um pouco de flexibilidade. Ela vira uma camada que não deixa a umidade passar.

 

 

SISTEMA FLEXÍVEL


Já os flexíveis agüentam melhor o encolhe-e-dilata do substrato, pois possuem asfalto e polímeros em sua composição.Servem às lajes, às fundações do tipo radier e aos pisos de terrenos instáveis. Atenção ainda a duas subdivisões desse time: existem as mantas, que são produtos industrializados, e as membranas, que são moldadas na construção. Nas fotos abaixo, três tipos de produtos de sistema flexível. Não se espante ao encontrar uma terceira categoria, os semiflexíveis. Quase sempre será a argamassa polimérica, que na verdade é do grupo dos rígidos.“O termo é anterior à norma e alguns fabricantes ainda mantêm a denominação ”, comenta a arquiteta Leonilda Ferme, da Denver Global, de Suzano, SP.

 


MEMBRANA ASFÁLTICA (QUENTE)Usa blocos de asfalto derretido a altas temperaturas (entre 180 e 200ºC) no canteiro de obras. Seu recheio é feito com estruturante (tela de poliéster) e a espessura final varia entre 3 e 5 mm.

 

MEMBRANA ASFÁLTICA (FRIA)Há dois produtos,com aparência de uma past preta: emulsões e soluções. Os primeiros têm base aquosa e os segundos se diluem em solvente. Em alguns casos, dispensam o estruturante.

 

MANTA ASFÁLTICAExiste uma infinidade de tipos nas prateleiras. Elas variam quanto a espessura, tipo de asfalto e de recheio.O mais comum para emprego em residências são aquelas de 3 e 4 mm, com estruturante de poliéster.

 

Como guardar: os materiais em pó devem ficar longe da umidade e do sol; os líquidos, protegidos da luz e com a embalagem bem fechada para não evaporarem. A melhor posição para as bobinas das mantas não deformar é em pé.

A PROTEÇÃO DA CASA COMEÇA NO ALICERCE

SE NÃO ESTIVER BEM IMPERMEABILIZADA, A FUNDAÇÃO PODE VIRAR UM ELEVADOR PARA A UMIDADE.SAPATAEla sustenta o peso da casa na base das paredes. Se correr por toda a extensão da alvenaria, chama-se sapata corrida; se estiver apenas nos pontos específicos das colunas, é a sapata isolada (veja ilustração acima). Nos dois casos pode-se associar produtos do sistema rígido e do flexível. Os primeiros aplicam-se nas partes em contato com a terra, tanto no concreto armado quanto na argamassa para assentar os tijolos que revestem o baldrame. “Ali há muita umidade e pouca movimentação do solo”, diz a engenheira civil Eliene da Costa, da Otto Baumgart, em São Paulo. Sobre o baldrame, na altura do contra piso, o melhor recurso são os sistemas flexíveis, ou seja, mantas e membranas que acompanham a movimentação da estrutura.RADIEREsse tipo de fundação se parece com uma laje – ela suporta toda a construção e também serve como contrapiso. Por ser uma área extensa e, por isso, mais sujeita às fissuras, o melhor é optar pelas mantas. Elas devem envolver o lastro como um lençol de elástico protegendo um colchão. Os especialistas aconselham a colocação de britas diretamente sobre o solo, onde se erguerá o berço de concreto. As pedras servirão como drenante. Outro detalhe: entre a impermeabilização e o contrapiso, alguns aplicadores costumam colocar folhas de papel kraft.“Assim, a manta ou a membrana ficam protegidas, caso seja necessário quebrar o piso numa reforma ”, explica o engenheiro civil Marcelo Ming, da Lwart, de Lençóis Paulistas.

SONDAGEMMuita gente dispensa o estudo do terreno (que inclui levantamento topográfico) sem saber como essas informações são valiosas na hora de determinar o tipo de fundação e de impermeabilização a serem utilizadas. É fundamental saber se há lençol freático e variação de permeabilidade.

E AS ESTACAS?

Em solo pouco firme ou em terreno muito inclinado, pilares de concreto adentram a terra – é um outro tipo de fundação. Mas eles não sofrem com a ação da água, portanto, dispensam proteção.“Para ocorrer a corrosão das barras de aço das estruturas, seria necessário que elas ficassem ora expostas ao oxigênio, ora cobertas de água ”, diz o engenheiro civil Paul Sérgio Oliveira, da Sika, em São Paulo.

SEM FUROS

Não custa lembrar: muitas vezes, durante a instalação de conduítes, as mantas impermeabilizantes acabam perfuradas, dando espaço para infiltração. Previna-se analisando todas as informações ainda no projeto .E quando for preciso rasgar parede ou piso preveja nova impermeabilização para o ponto.

SIGA À RISCA

Está na embalagem? Obedeça. Henrique Setti, gerente de marketing da Viapol, aponta: aplicar menos quantidade de produto que o necessário é um erro comum.“Fique atento ao consumo de material para verificar se as especificações estão sendo seguidas”, diz. Os fabricantes são responsáveis pelas informações fornecidas. Se você cumprir o recomendado e tiver problemas, pode acioná-los nos órgãos de defesa do consumidor.

A PROTEÇÃO DA CASA COMEÇA NO ALICERCE PISO

O que chamamos de piso, aqui,é na verdade o piso que está em contato com a terra – ou seja,o contrapiso. Portanto, quem tem fundação radier,que você anteriormente, e adotou aqueles procedimentos já está protegido. Para casas com outros modelos de fundação, o produto a ser utilizado depende das características do solo – viu como é útil encomendar o estudo do terreno? Se for pouco estável, ou seja, sujeito a movimentações e umidade, parte-se para os impermeabilizantes flexíveis. Eles mantêm a casa protegida mesmo se o vai e vem acabar ocasionando pequenas fissuras. Em solos compactos e secos, pode-se utilizar os produtos do sistema rígido. Neste caso, na argamassa do contrapiso usa-se cristalizante, hidrofugante ou argamassa polimérica.

PAREDENas fachadas, elas sofrem com a umidade do solo e com a de percolação, causada pelas chuvas. Proteja-a dos dois lados com produtos do sistema rígido. Comece assentando as quatro primeiras fiadas de tijolo com argamassa impermeabilizante. Depois, do lado externo, aplique reboco com impermeabilizante até a altura de 1 m, se a casa tiver beiral. Caso contrário, suba a proteção até a cobertura. Do lado de dentro, há quem recomende o mesmo tipo de reboco até o teto. “Sugiro aplicar apenas até 1,40 m de altura, pois nessa faixa surgem as fissuras responsáveis pela passagem da água de fora para dentro”, diz o químico Rolando Infanti, da Betumat, em Salvador. Paredes internas pedem só 50cm de impermeabilização – pois os pisos protegidos neutralizam os efeitos da umidade ascendente.

JARDIM SUSPENSO

Alguns modelos de blocos para muro de arrimo vêm com pequenos nichos onde se podem cultivar flores e outras plantinhas. Nesse caso, dispensam a impermeabilização, pois o sistema deve ficar úmido o tempo todo.

PAREDE DE ENCOSTA E MURO DE ARRIMO

Garagem no subsolo, porão e muro encostado no solo do terreno vizinho são os alvos mais comuns daquela umidade que chega com um empurrãozinho da terra. “Para ficar 100% livre do bolor, o melhor é usar os sistemas flexíveis na face da parede que toca o solo”, diz Jefferson Gabriolli. Isso exige um corte cuidadoso no terreno vizinho. Nem tente colocar uma manta ou membrana pelo interior da construção – a umidade empurraria o material, descolando-o. Se a obra estiver terminada ou não for possível cortar o terreno devido a sua alta inclinação, uma solução seria aplicar cristalizantes e hidrofugantes do lado de dentro. “Mas o resultado fica só 70% satisfatório”, avisa Gabriolli.

TIRA–DÚVIDASO revestimento de madeira é uma alternativa quando a parede descasca a 50 cm do solo? E o lambri de PVC?

“Se o foco de umidade não for sanado,a madeira apodrece”, afirma o arquiteto Sérgio Pousa,consultor e projetista de impermeabilização. Em casos assim, provavelmente o problema vem do solo. Já o revestimento de PVC é impermeável, “mas a umidade pode brotar entre as juntas,assim como aconteceria se as paredes fossem revestidas de cerâmica”, pontua.

Minha casa tem fachada de tijolinho. O que devo fazer para protegê-la da umidade?

O tijolo, assim como as pedras naturais, são revestimentos porosos e tendem a absorver água. “É importante pulverizar a superfície com um produto hidrófugo”, recomenda Eliene da Costa, da Otto Baumgart, em São Paulo. “Há também soluções arquitetônicas,como beirais largos,que resguardam essas paredes da água da chuva”, diz. Mas atenção: esse tratamento não elimina a necessidade de impermeabilizar o alicerce.

Textura sana a umidade nas paredes? E massa corrida?

“Em alvenarias não impermeabilizadas,a umidade chega até a textura ou a massa e pode danificá-las”, afirma Josias Marcelino da Silva, químico da Divisão de Engenharia Civil do IPT. Alguns acabamentos desse tipo trazem hidro-repelentes na composição, porém eles só protegem contra respingos.

3.Piscina e Reservatório

PROTEÇÃO PARA UM MERGULHO SEM FURO

O mundo da impermeabilização, se divide entre os produtos do sistema rígido e do sistema flexível.Qual deles vai nadar na sua piscina? Para um resultado 100% confiável, recomenda-se o uso de ambos, ao mesmo tempo, principalmente em tanques com mais de 20 mil litros d’água, ou seja, cerca de 10 x 2 m , com 1 m de profundidade. Os flexíveis, neste caso, são as mantas. Pré-fabricadas, elas garantem uma camada protetora uniforme – entre 4 e 5 mm – e, melhor, resistente a impactos. Isso vale ouro na obra, pois pequenos incidentes, como queda de material, não a danificam. Elas também acompanham leves movimentações do berço sem rachar. Mas, como a manta não suporta a umidade do solo (e com a ação dos lençóis freáticos pode até descolar), ela só deve ser aplicada em berços que tenham recebido algum produto do sistema rígido (argamassas impermeabilizantes). Há, sim, casos em que um sistema dispensa o outro. Por exemplo: nas piscinas elevadas (veja ilustração), quando houver certeza de que não existe umidade vinda de fora para dentro do tanque, pode-se abdicar das argamassas impermeabilizantes e ficar só com as mantas. Já nas piscinas enterradas (veja ilustração) com berço de concreto (veja ilustração), quem está dispensada é a manta, segundo a norma NBR 9575/2003. Mas, na prática, poucos construtores se arriscam a seguir essa instrução. Para eles, não há como garantir que a estrutura seja tão bem executada que não sofra fissuração, pois é difícil controlar a qualidade da concretagem e o tempo de cura. “Fica mais caro investir num concreto dessa qualidade que apostar no uso das mantas ”, comenta o engenheiro civil Lourenço Granato, da Casa Seca Impermeabilizações, de São Paulo. Por isso mostramos a combinação dos dois sistemas, que gera um custo de apenas 3% do valor total da piscina. Só não requerem proteção as piscinas de fibra e de vinil, materiais impermeáveis. Mesmo assim, atenção: se a sua piscina for de vinil, mas o terreno tiver lençol freático, você vai precisar usar os dois sistemas de impermeabilização.

POSIÇÕES NO TERRENO

ELEVADASão os tanques que não ficam totalmente enterrados. Por exemplo, modelos instalados no térreo com garagens no subsolo ou erguidos em terreno inclinado com uma lateral sem contato com a terra. Sempre pedem proteção flexível.

ENTERRADAO nome já diz tudo – as laterais e a base da piscina ficam apoiadas no solo. São os tipos mais comuns em residências. Cava-se um buraco para construí-la e a impermeabilização dependerá do tipo de berço escolhido.

TIPOS DE BERÇO

CONCRETO ARMADO

A estrutura moldada na obra com armação de ferro tem alta resistência. Prefira concreto usinado, para ter massa mais homogênea. Se for enterrada em solo firme, pode receber proteção apenas com argamassas do sistema rígido.

ALVENARIA MISTA

As paredes são erguidas com tijolos ou blocos (alvenaria) intercalados com cintas e pilares de concreto armado. Costuma sair mais em conta que o tanque feito totalmente de concreto. Sempre requer impermeabilização flexível.

APLICAÇÃO DA MANTA EXIGE CUIDADOS

Já sabemos que a manta é presença garantida em quase todas as piscinas. Mas sua colocação e os detalhes que antecedem esse momento são decisivos para garantir estanquidade absoluta. Primeiro, é preciso cortar possíveis pontas da armação do concreto que tenham ficado aparentes, pois elas podem furar a manta, segundo o engenheiro civil Daniel Wertheimer, da Viapol, em São Paulo. Depois começa a regularização. Em cima da regularização aplica-se uma camada de 0,5 cm de argamassa impermeabilizante – pode ser a cristalizante ou a polimérica. Ainda não chegou a hora da manta. Antes, ralos, retornos, aspiração e dispositivos de iluminação devem estar chumbados e com os reforços de impermeabilização já executados. Esses pontos costumam dar bastante problema.

Quando todos os pontos estiverem prontos, aplica-se primer, espécie de tinta asfáltica que sela a superfície, garantindo a boa aderência da manta. Os fabricantes recomendam caprichar no seu consumo – em média 360g por m². Respeite o tempo de secagem de quatro a 12 horas (deve estar seco ao toque). Quando a manta for colocada sobre a tinta, o maçarico vai aquecer os dois produtos, que serão fundidos. Por isso, o correto é comprar ambos de uma mesma marca. Como as mantas têm largura de no máximo 1 m, o instalador deve respeitar à risca a sobreposição de 10 cm nas emendas e também no encontro entre duas paredes ou entre a parede e o piso. Isso é um reforço para que a proteção não se rompa no caso de a estrutura se movimentar. “Os 10 cm representam boa margem de segurança, determinada pela norma de mantas, a NBR 9952/98 ”, diz o engenheiro civil André Fornasaro, da Contrim Engenharia, de São Paulo. Além disso, o aquecimento deve ser suficiente para que as pontas se unam, evitando infiltrações futuras. A finalização, feita com uma colher de pedreiro bem quente, chama-se biselamento e arremata essa sobreposição.

 

REGULARIZAÇÃOEssa camada de 2 cm de argamassa deixa o berço bem lisinho e nivelado. Ela é feita sem cal. “A cal pode desidratar os produtos do sistema rígido, que você aplica depois, impedindo a sua cura e fazendo até com que eles se destaquem”, explica a arquiteta Leonilda Ferme, da Denver Global, de Suzano, SP. O recomendado, portanto, é usar só cimento e areia, na proporção 3:1. Faça um acabamento arredondado nos cantos entre piso e parede – meia-cana (ilustração abaixo). “Esse encontro sofre muita tensão devido ao peso da água, e com essa estratégia diminuímos o risco de fissura ou rachadura”, explica o engenheiro civil Daniel Wertheimer.

TEST-DRIVEHá dois testes que devem ser feitos antes da finalização da piscina. O primeiro, de carga, não é obrigatório e, portanto, muita gente o deixa de lado. Exija-o de seu instalador. “Assim que o berço ficar pronto, antes de fazer a regularização, encha-o de água por 72 horas. Depois esvazie e verifique se ocorreram fissuras”, ensina Leonilda Ferme. Eventuais problemas poderão ser consertados antes da colocação da manta. Além do mais, o peso da água fará o berço movimentar e se acomodar – é bom que isso ocorra antes da impermeabilização. O segundo teste, de estanquidade, é obrigatório. Logo após a colocação da manta, enche-se novamente o tanque por 72 horas. Se o nível continuar o mesmo, a impermeabilização está aprovada. Só então a piscina é esvaziada e começa-se a preparação para colocar o revestimento. Em ambos os testes, evite desperdício de água, planejando sua reutilização. Tenha consciência ecológica.

ANTES DA MANTA, UM REFORÇO NECESSÁRIO

“A boa impermeabilização prima pelos detalhes ”, afirma o engenheiro civil Paulo Sérgio Oliveira, da Sika, de São Paulo. A frase nos faz lembrar que a água é danada – ela está sempre procurando um caminho por onde passar. No caso das piscinas, ela não perdoa as microfrestas ao redor de ralos, retornos, aspiração e luminárias (identifique a posição convencional desses itens na ilustração abaixo). Como vimos anteriormente, quando chegar a hora de colocar a manta, a área em torno dos equipamentos já deve estar muito bem impermeabilizada. Compre os dispositivos antes de começar a fazer o berço, preferindo os modelos com conexões rosqueáveis, que apresentam melhor fixação à estrutura, e de metal, pois são mais resistentes ao calor do maçarico (usado para colar a manta). Quando o berço começar a ser montado, siga a orientação do engenheiro civil Gilmar Camera, da Camera Engenharia, de São Paulo: “Quando faço a concretagem, as tubulações já estão posicionadas em seus devidos lugares.” Depois da cura do concreto, o instalador usa talhadeira para fazer um rebaixo de 40 x 40 cm e 1 cm de profundidade ao redor dos ralos, retornos e aspiração ou a partir de 22 cm ao redor dos dispositivos de iluminação (direita). Daí vem o primer. Só então preenche-se o rebaixo com duas camadas de manta. Repare, nas ilustrações, na presença dos mastiques, que selam o espaço entre manta e dispositivos mesmo se houver movimentação nesses pontos. Sobre a manta, faz-se um chapisco para começar a aplicação da argamassa de proteção mecânica estruturada com tela plástica ou galvanizada. Atenção: “Passam-se 3 cm de espessura de proteção mecânica e só então coloca-se a tela, pois se ela estiver muito junto da manta a camada de proteção pode se destacar com o tempo, estragando manta e revestimento”, adverte a engenheira química Maria Amélia Silveira, de São Paulo. Essa argamassa estruturada deve preencher todas as paredes do tanque e subir nas bordas, avançando 50 cm sobre o piso ao redor da piscina – isso funcionará como uma ancoragem para todo o revestimento. O fundo da piscina dispensa a tela, portanto os ralos têm impermeabilização idêntica à dos retornos, mas sem o estruturante na camada de proteção.

Onde ficam os dispositivos

TIRA-DÚVIDASComo faço para instalar iluminação depois que a piscina ficou pronta?

Quem cometeu a falha grave de não prever antes os pontos de iluminação deverá esvaziar a piscina, retirar o revestimento nos pontos da no a instalação e cavar a argamassa até encontrar a impermeabilização. “Elimine a proteção num raio de 5 cm ao redor do local onde o dispositivo será instalado. Encaixe os tubos e reimpermeabilize com os mesmos produtos da impermeabilização original”, recomenda o engenheiro civil André Fornasaro, de São Paulo. Não se esqueça dos mastiques.

O nível da água está baixando. Como se localizam os vazamentos?

Observe em que altura o vazamento se estabiliza. “Na maior parte dos casos, o problema se situa ao redor dos pontos de tubulação ou de iluminação”, diz o engenheiro civil Danilo Oliveira, da Sika, de São Paulo. Se a estrutura de concreto do berço tiver sido mal executada e trincar, principalmente nos encontros entre pisos e paredes, também podem ocorrer vazamentos que a impermeabilização não conseguiria deter. Nesse caso, será preciso consertar a estrutura e reimpermeabilizar.

Os azulejos estão descolando. Isso é culpa da impermeabilização?

Nem sempre. “Até dez anos atrás, não tínhamos os rejuntes flexíveis e, por isso, é relativamente comum encontrar piscinas antigas com os azulejos descolando ”, conta o engenheiro paulistano Gilmar Camera. As argamassas utilizadas eram rígidas e não acompanha movimentação dos acabamentos. Mas também é possível que a proteção mecânica das paredes não tenha sido estruturada e esteja caindo ou, ainda, que tenha havido falha na impermeabilização e a umidade do solo esteja empurrando a manta.

ÁGUA DE CHUVA

Sua idéia é fazer um tanque para armazená-la?

Recomenda-se que ele seja de concreto, com tampa. Normalmente fica na laje de cobertura, pois assim a gravidade manda água até as torneiras, dispensando bomba. Deve ser impermeabilizado com argamassa polimérica, que acompanha eventuais fissuras da estrutura. Três demãos desse produto, aplicadas em sentidos cruzados, garantem a proteção.

ÁGUA BEM PROTEGIDA NOS PRÉDIOS

Prédios têm reservatórios no subsolo que garantem o abastecimento por até dois dias. Esses tanques costumam ser de concreto e sua construção segue a norma NBR 5626/98 – ele deve ser erguido como uma caixa sem tampa com duas pequenas janelinhas. É por elas que o instalador entra para aplicar membranas de polímeros e cimento flexíveis, passadas com broxa. Usar manta é uma opção. Porém, como o instalador trabalha enclausurado, há necessidade de garantir a renovação do oxigênio durante a instalação no interior do reservatório com uma espécie de ventilador .“As emulsões asfálticas podem contaminar a água, por isso estão descartadas ”, diz Rolando Infanti, da Betumat, de Salvador.

POR DENTRO DO RESERVATÓRIO

  1. Telhado e laje de Cobertura.

FIQUE LIVRE DAS GOTEIRAS

Como é a cobertura da sua casa? Se você tem laje, mesmo que protegida por um belo telhado, precisa investir em impermeabilização. Assim, ainda que a água infiltre por uma telha trincada ou desencaixada, as gotículas não vão passar da laje – e você estará livre de manchas de bolor e pinga-pinga. Se você usa a laje de cobertura como terraço ou solário – e, portanto, ela fica descoberta –, redobre a atenção. A água vai incidir diretamente sobre a superfície e, nesse caso, além das indesejáveis goteiras, a umidade pode penetrar na estrutura, corroer o ferro e colocar a obra em risco. Embora o concreto tenha aquele aspecto forte e impenetrável, ele sempre apresenta fissuras – a maioria nem se vê a olho nu. “A laje também protege outras estruturas da casa, como as paredes”, completa o engenheiro civil carioca João Jordy. Vimos que o sistema mais indicado para impermeabilização de superfícies que se movimentam, como as lajes, é o flexível, porque ele acompanha esse vai-e-vem. Uma alternativa são as mantas, indicadas para áreas com mais de 20 m² – há alguns tipos com diferentes características. Já as emulsões são de fácil aplicação. Dependendo do produto, você terá de assentar argamassa para salvaguardá-lo das intempéries (proteção mecânica).

 

 

RESTO DE MATERIAL

Após a aplicação, os produtos que sobrarem podem ser guardados para eventuais emendas e reaplicações – mas isso só enquanto eles estiverem dentro da data de validade. Vencido esse prazo, descarte-os. No caso das mantas asfálticas, o cuidado é com o armazenamento. As bobinas devem ficar em pé para evitar deformações.

MANTAS ASFÁLTICAS: NÃO TEM ERRO

No quesito confiabilidade, elas ocupam o topo da lista. É que, pré-fabricadas, oferecem maior garantia de qualidade e de uniformidade. Por exemplo, ao comprar um modelo de 4 mm, certamente toda a extensão do pano terá a mesma espessura. Outra vantagem é o rendimento do serviço. A aplicação de uma bobina cobre 8,70 m² e é feita em 30 minutos, por dois aplicadores experientes, numa laje sem interferências. Além disso, não é preciso esperar a secagem do material, como no caso das membranas. Mas o sistema tem um calcanhar-de-aquiles: a mão-de-obra deve ser bem treinada. Como escolher? Peça indicação aos fabricantes ou busque os filiados ao Instituto Brasileiro de Impermeabilização (www.ibibrasil.org.br). A garantia do serviço é de pelo menos cinco anos. Mas a vida útil da proteção com manta pode completar 25 primaveras, dependendo da quantidade de camadas e do tipo de produto especificado, segundo a arquiteta Leonilda Ferme, da Denver Global, de Suzano, SP. Muita atenção ao acabamento dos ralos – o reforço deve ser feito antes da aplicação completa da manta.

ANTENADOAntes de impermeabilizar, deixe a tubulação de metal (por onde passará o fio da antena de TV ou o pára-raios) chumbada na laje e reforce com dupla camada de manta ao seu redor, como na ilustração.DETALHES DE ACABAMENTO

A manta deve subir 30 cm e ficar embutida na parede. Depois, recebe argamassa estruturada. O topo da platibanda (mureta) pede proteção: se escorrer água por trás da manta, o produto descola.

 

PRIMEIRO CUIDE DOS RALOS

PASSO 1Enrola-se um canudo de manta, que deve ficar 10 cm para dentro do cano e outros 10 cm para fora. Com uma colher de pedreiro aquecida, coleta manta da parte inferior (processo de biselamento).

 

PASSO 2Com um estilete, cortam-se tiras na porção da manta que ficou na superfície e faz-se o biselamento. Nessa etapa, a manta se parece com uma flor, por isso o arremate é chamado de margarida.

PASSO 3Recortar mais um quadra do de manta (40 cm), e sobrepô-lo ao ralo. Com estilete, divide-se o centro como se fossem fatias de pizza. O diâmetro da área trabalhada deve coincidir com a abertura do ralo.

 

PASSO 4Empurram-se as pontas (fatias de pizza) para dentro do cano e faz-se o seu biselamento com a colher de pedreiro aquecida. Só então pode-se iniciar a impermeabilização do resto da laje.

 

 

CANTOS ARREDONDADOS E PRIMER

Na hora de regularizar a laje,peça ao pedreiro que deixe um caimento de 1% em direção ao ralo. No encontro entre laje e mureta, o canto precisa ficar arredondado. Quando a superfície estiver lisa e limpa, passe o primer, essencial para a manta aderir ao concreto. Prefira aqueles à base de solvente, que costumam trazer melhor resultado.

A TODA PROVA

Como nas piscinas, aqui também tem teste de estanquidade. Cola-se um pedaço de asfalto nas aberturas dos ralos, enche-se a laje com uma lâmina de 5 cm de água e esperam-se 72 horas. Se o nível da água descer, é sinal de vazamento. Também vale procurar manchas de umidade no teto pelo interior da casa. “Assim se detectam falhas nas emendas ”,explica a engenheira civil Eliene Ventura, da Otto Baumgart, de São Paulo.

MOLDADA NA OBRA, EMULSÃO É PRÁTICA

Aplicadas como tinta, as membranas são alternativas boas quando a área é pequena, menos de 20 m², ou tem muitas interferências – vários ralos e entradas para antenas. A impermeabilização pode ser feita com asfalto derretido, soluções asfálticas, emulsões acrílicas e asfálticas. Todas resultam em espessura final com cerca de 4 mm após várias demãos. As emulsões acrílicas e asfálticas são à base de água e, por isso, atóxicas. Somada à fácil aplicação, essa característica faz delas as queridinhas dos aplicadores de primeira viagem. No entanto,é comum esses mesmos iniciantes serem generosos em cada demão, para chegar logo à espessura final. Erro crasso. Assim, eles propiciam a formação de bolhas, pontos frágeis para rompimento. É preciso cuidar também do intervalo entre as aplicações – a camada anterior deve estar totalmente seca ao toque. “Em média, aplicam-se duas demãos num dia”,diz o químico Rolando Infanti,da Betumat,de Salvador. Pronta, a membrana pede proteção mecânica e, sobre ela, vem o revestimento. Se você quiser que essa argamassa seja o acabamento,ela deve ser feita com traço de 1:5 (areia e cimento) e espessura de 4 cm. Para evitar trincas, deixam-se sulcos desenhando quadrados de 1,50 m. Depois,esses sulcos são preenchidos com uma mistura de partes iguais de emulsão e areia.


DUPLA DINÂMICA

Quer uma superproteção? Se não houver trânsito de pessoas sobre a laje, use a emulsão acrílica e a asfáltica juntas, com vantagens. A primeira a ser aplicada é a asfáltica, em seis demãos (4 mm). Em vez de argamassa, duas demãos (0,5 mm) de emulsão acrílica servem de proteção mecânica. Além de resistente, a associação melhora o conforto térmico porque o acabamento é branco e reflete os raios solares.

MAIS UMA PROTEÇÃO PARA A COBERTURA

Dispensou a impermeabilização da cobertura porque havia um telhado sobre ela ou simplesmente não havia laje? O ideal, nesses dois casos, é usar a sub cobertura. “Ela é um sistema complementar”, define a engenheira Lilian Gelio, da Dryko, de Guarulhos, SP, “e funciona como barreira extra para a água que se infiltrar pelas telhas”. Também bloqueia insetos e atenua ruídos externos. Pode ser de polietileno ex- pandido, não-tecido de polietileno, papel aluminizado ou massa asfáltica. Quem define o melhor tipo para o seu caso é o engenheiro ou o telhadista, pois cada modelo oferece uma qualidade específica. Outra recomendação: deixe espaço de 2 a 3 cm entre a subcobertura e o forro para se formarem colchões de ar que melhoram o isolamento térmico.

ONDE FICA A SUB COBERTURA

TIRA–DÚVIDASA impermeabilização pede manutenção?

Depende do sistema utilizado. Se você optou por emulsão acrílica, os especialistas recomendam três novas demãos do produto a cada três anos. Como esse produto fica exposto (sem argamassa de proteção mecânica), a reaplicação não exige quebra-quebra. Já no caso das mantas e das demais membranas, só haverá conserto se aparecer algum problema. Como quase todos os outros sistemas ficam sob a argamassa, fique de olho nela – aparecendo trincas ou desgastes, reforce-a. “Mas, se houver vazamentos, é melhor remover tudo e realizar o serviço novamente”, aconselha o engenheiro civil Danilo Oliveira, da Sika, de São Paulo.Como posso proteger o telhado?

Além das mantas e subcoberturas, existem os hidro-repelentes, que podem ser passados diretamente sobre as telhas. “São substâncias à base de silicone, que impedem que a cerâmica absorva água”, explica o engenheiro civil Daniel Wertheimer, da Viapol, de São Paulo. Eles não evitam as goteiras, mas protegem a telha contra o bolor.

Vou colocar cerâmica na laje. Mesmo assim, preciso de impermeabilização?

Sim, respondem, em coro, os especialistas da área. “Apesar de terem baixa absorção de água, cerâmica e rejunte não impermeabilizam a superfície”, explica o engenheiro civil Marcelo Ming, da Lwart, de Lençóis Paulista, SP. Aliás, não há revestimento que substitua essa proteção. Quanto ao sistema mais adequado, a regra se mantém. Expostas às intempéries, essas estruturas são altamente sujeitas a fissuras, uma vez que seus materiais ficam à mercê das mudanças de temperatura e sofrem dilatação constantemente.Os melhores produtos, nesses casos, são os flexíveis – mantas e membranas –, pois eles suportam esse vai-e-vem sem se romper.

QUAL É MELHOR?

Conte com a ajuda de um profissional para escolher o material de subcobertura que mais combina com seu telhado. Por exemplo, se você quer reduzir o calor, recomendam-se os tipos que possuem face aluminizada. As de não-tecido barram a entrada de água, mas deixam o vapor sair por microporos – assim, o ar dentro da casa não fica impregnado de umidade.

TIPOS1.Papel aluminizado

 

2.não-tecido de polietileno

3.polietileno expandido

  1. Cozinha, Banheiro, área de serviço, varanda e jardineira

CERQUE OS PONTOS CRÍTICOS DA CASA

Quem mora em prédio sabe: vazamento traz a maior chateação. Seja você a vítima ou o culpado. E o cenário são sempre banheiros, cozinhas e lavanderias, que – não por acaso – também são chamados de áreas molhadas. Alguns construtores estão dispensando a proteção desses locais pois consideram que eles não deveriam ser lavados. Mas nem sempre isso fica claro para o comprador do imóvel. Em banheiros, mesmo as paredes pedem cuidado, pois estão sujeitas à água de percolação – aquela que escorre pela parede depois do seu banho. Essas superfícies devem ser protegidas até, no mínimo, 1,90 m de altura, conforme a norma brasileira NBR 9575/2003. Os materiais do sistema flexível são os mais recomendados, segundo a arquiteta Leonilda Ferme, da Denver Global, de Suzano, SP. Manta ou membrana? Depende. Só um profissional pode avaliar se a estrutura se movimenta demais – e, portanto, pede mantas asfálticas – ou se há muitos pontos de tubulação passando pelo piso – exigindo o uso de membranas, que, moldadas in loco, dispensam recortes. Em áreas menores, a argamassa polimérica também é uma opção.

BANHEIRO COM MEMBRANA

Opção com manta

Opção com argamassa

Fama de fácil

Materiais rígidos são proibidos na proteção dos banheiros? Não. A argamassa polimérica faz sucesso na impermeabilização dessas áreas. Além de ser fácil de aplicar, tem a vantagem de não aumentar a espessura do piso. Sua camada é de no máximo 2 mm e sobre ela pode-se assentar o revestimento diretamente, sem utilização de argamassa de proteção mecânica. Porém, lembre-se: ela é rígida. Se ocorrer fissura na laje entre o seu apartamento e o do vizinho de baixo, tchau, tchau, proteção.

Porta de boxe

É comum danificar a impermeabilização durante fixação da porta do boxe. Recomende ao instalador que restrinja os parafusos às paredes para não furar o piso. A proteção também sofre quando o morador decide mudar as tubulações de lugar durante a obra ou em uma reforma – sempre que fizer tais alterações, peça novo projeto de impermeabilização.

Ralo da banheira

Antes de usar a manta ou a membrana na base e na parede ao redor da banheira, proteja o ralo de escoamento, que fica sob ela, ao redor de tubulações de hidráulica – e elétrica, no caso da hidromassagem – faça um reforço com cimento asfáltico elastomérico. Isso vale para apartamentos e para sobrados com banheiros no piso superior.

 

CUIDADOS NOS RALOS E VASO SANITÁRIO

Na linguagem da impermeabilização, as tubulações que atravessam a superfície protegida se chamam interferências. Normalmente são os ralos e o tubo que dá vazão à descarga do vaso. Para ter 100% de proteção, você deve exigir que o caimento do piso seja de 1% em relação ao ralo. Em seguida, o aplicador precisa caprichar no arremate ao redor desses pontos. O jeito certo de fazer isso depende do tipo de impermeabilizante escolhido. Como você já sabe, os sistemas flexíveis (asfálticos) são mais convenientes nos banheiros, mas, se optar pela argamassa polimérica, não economize nos mastiques – esses produtos flexíveis, de poliuretano ou silicone, evitam que se formem fissuras no encontro entre os diferentes materiais.

Opção com membrana

Opção com argamassa


PASSO 1Separe um pedaço de manta que envolva o cano, com largura de 60 cm. Com um estilete, corte tiras de 30 cm
PASSO 2Envolva o cano com a manta. aqueça as tiras, com maçarico, e cole-as no chão (que deve estar com primer).

PASSO 3Use mais um pedaço de manta e faça um recorte para que ela se encaixe no cano. Cole-a com maçarico.

 

Para os sobrados

Na construção de casa com dois ou mais pavimentos, a tubulação de hidráulica deve ser posicionada na laje ainda na fase de concretagem. Se você não fez isso, chumbe os canos com graute, mistura mais fluida de pedriscos e concreto. Execute a impermeabilização e, depois de o serviço pronto, exija o teste de estanquidade. Ele é feito assim: tampam-se os canos e ralos, coloca-se água a 2 cm de altura e esperam-se 72 horas para saber se a estrutura e a proteção não apresentam vazamentos. Só então coloque o revestimento.Jeitos de fazer

Já vimos como arrematar ralos com manta e membrana asfáltica. Se você elegeu a argamassa polimérica, o acabamento consiste na colocação de um véu de poliéster (estruturante) entre duas demãos do produto, como na ilustração abaixo.

Para facilitar a vida dos aplicadores, duas empresas de tubos e conexões, a Tigre e a Akros, lançaram um dispositivo que fica abaixo do ralo e ampara a impermeabilização com manta (foto abaixo).

PISO É FOCO NA ÁREA DE SERVIÇO E COZINHA

Nesses ambientes, as paredes dispensam proteção, pois a ação da umidade não é tão intensa como nos banheiros. Mas cabe impermeabilizar o piso dessas áreas – principalmente se você gosta de lavar tudo com baldes de água. Nem sempre, porém as construtoras fazem isso. Na hora de comprar apartamento, verifique no memorial descritivo se a proteção está apenas ao redor dos ralos e tubos ou em toda a extensão das áreas molhadas. Esse poderá ser o diferencial que determinará sua compra. Também é importante saber que material foi utilizado, pois em caso de reparos deve-se reaplicar o mesmo tipo de produto. Nas reformas, não se esqueça do teste de estanquidade, recomenda o engenheiro civil Danilo Oliveira, da Sika, de São Paulo.

Como já aprendemos, numa casa térrea o problema que atinge o piso da cozinha e da área de serviço é a umidade ascendente. A impermeabilização deve ser feita no alicerce – manta ou membrana asfáltica no radier e nos baldrames; no caso de sapatas corridas ou isoladas, usa-se cristalizantes ou hidrofugantes.

Olha o nível

Na hora de assentar o revestimento, os pedreiros marcam o nível, ou seja, batem dois pregos – um em cada extremidade do cômodo – e passam uma linha de lado a lado. O engenheiro civil Daniel Wertheimer, da Viapol, de São Paulo, ensina uma estratégia para evitar que eles furem a impermeabilização nesse momento: peça que os pregos sejam batidos sobre pedacinhos de madeira e, depois, cole provisoriamente essa madeira no piso usando um pouco de argamassa.

Troca de revestimento

Se decidir atualizar o piso de qualquer área molhada, considere também o custo de refazer a impermeabilização. Não importa qual o sistema utilizado, é praticamente impossível retirar revestimentos e contrapiso sem danificar a proteção contra umidade. De preferência, reaplique os mesmos produtos usados originalmente.

VedantesSele o vão entre bancada da pia e parede com silicone. Dê preferência àqueles aditivados com fungicida, que impedem o aparecimento de bolor.

PRESERVE VARANDAS E FLOREIRAS

Eis dois pontos que pouca gente se lembra de impermeabilizar. E, aí, depois de uma chuva ou de um tempo de uso, a água penetra na estrutura. O resultado pode ser manchas na parede (em que está a floreira) ou pinga-pinga sob a varanda. Para evitar contratempos, use produtos do sistema flexível nos dois casos. Ambas as situações estão muito suscetíveis a trincas devido à exposição ao sol e à chuva – a variação de temperatura as leva a contrair e a dilatar, provocando as famigeradas rachaduras.

A situação é ainda mais crítica nas estruturas em balanço, como em algumas das sacadas. Entre os produtos que suportam esse vai-e-vem, existe uma preferência pelas membranas asfálticas moldadas na obra, pois normalmente essas áreas são pequenas. No caso das mantas, os operários necessitariam de ferramentas especiais, como maçaricos e espaço para fazer a aplicação. Também vale cuidar do caimento do piso – que deve ser em direção ao ralo, caso contrário, a água da chuva escorre para o piso de salas e quartos. Impermeabilize também a soleira das portas de acesso ao interior do apartamento.

Floreiras e jardineiras têm impermeabilização diferente devido aos seus tamanhos. Mas ambas pedem sistema de drenagem. Nas primeiras, que são menores, use membrana asfálticas. Já nas jardineiras, eleja mantas do tipo anti-raiz. É importante que o projeto de paisagismo preveja flores e arbustos sem raízes profundas para não forçar a impermeabilização. Assim não tem erro.

COMO PROTEGER A SACADA

Ralo da floreira

Dreno da jardineira



Leia mais: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA3SMAE/apostila-sobre-impermeabilizacao#ixzz22JW2S0eM

 

 

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Dica Imperaqcua

Um vazamento em contato com o forro de gesso, danifica e amarela o mesmo. Esperar muito para reparar, pode causar um prejuízo ainda maior.

 

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